sábado, 31 de Maio de 2008

Melhores vinhos verdes de 2007 já são conhecidos

Os vinhos da Quinta de Gomariz estiveram em grande evidência entre os premiados do concurso anual da região dos vinhos verdes, ao arrecadarem quatro medalhas de ouro entre as cerca de 200 marcas que este ano se apresentaram a concurso. Os rótulos Quinta de Santa Cristina, Quinta de Linhares e Vinhas Altas, com duas distinções de ouro cada, destacaram-se igualmente entre as 19 medalhas de ouro atribuídas.

Na cerimónia de divulgação dos resultados, que decorreu na noite de anteontem, na Alfândega do Porto, o presidente da Comissão Regional de Viticultura, Manuel Pinheiro, destacou a "crescente confiança" que os agentes do sector depositam nos vinhos verdes, bem como "os óptimos resultados que têm sido conseguidos", designadamente em termos de qualidade e presença no mercado externo.

Refira-se a crescente presença de vinhos varietais, que representaram este ano já mais de metade dos rótulos que se apresentaram ao concurso que há mais de 25 anos pretende distinguir os melhores verdes de cada colheita. Além dos tradicionais Alvarinho e Loureiro, nos brancos, são cada vez mais os rosados provenientes das castas Padeiro e Espadeiro, enquanto o tinto Vinhão se vem afirmando ano após ano.

A Quinta de Gomariz arrecadou as medalhas de ouro nas categorias Loureiro, Espadeiro, Vinho Verde Rosado e Regional Minho Branco. A propriedade de Manuel Correia de Sá, com nove hectares de vinha, no concelho de Santo Tirso, foi ainda distinguida com a medalha de ouro do concurso para a melhor vinha, a par da Quinta da Aveleda e da Quinta da Pousada.

Entre os Alvarinho, o ouro coube este ano à Quinta do Regueiro, de Melgaço, enquanto a PROVAM, de Monção, arrebatou a distinção relativa aos espumantes. Os provadores atribuíram o prémio de melhor Vinhão ao Arca Nova, da Quinta das Arcas, enquanto a Quinta de Linhares foi distinguida nas variedades Azal e Avesso, e a Quinta de Santa Cristina nas categorias Arinto e Batoca.

Fonte: Público, 31.05.2008

sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Portalegre qualifica produtos tradicionais

A Câmara Municipal de Portalegre quer qualificar os produtos tradicionais portugueses criando para isso uma associação nacional de municípios e de produtores, com sede nesta cidade do norte alentejano.

A associação "Qualifica" tem como objectivos a valorização, defesa e promoção dos produtos tradicionais. Nesse sentido, terá como associados as autarquias e os produtores, transformadores e comerciantes de produtos tradicionais (como as denominações de origem protegidas, as indicações geográficas protegidas e as especialidades tradicionais garantidas).

Para o presidente da autarquia de Portalegre, Mata Cáceres, a defesa da produção tradicional/genuína visa a preservação dos produtos, o património, a cultura e tradições intrínsecas do país.

"Este é um projecto abrangente e agregador em torno de um objectivo comum que é a protecção dos produtos tradicionais portugueses. Eles fazem parte do nosso património gastronómico e cultural e é nesse sentido que os devemos preservar, mantendo os modos de produção tradicionais, adaptando-os simultaneamente às regras de higiene e segurança alimentar", diz o autarca alentejano.

A escritura de constituição da associação "Qualifica" está agendada para o dia 23 de Maio, data coincidente com o feriado municipal de Portalegre.

Fonte: Público, 17.04.2008

quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Água de Monchique cria garrafa Chic

Chic é a nova garrafa de água de Monchique especialmente concebida para os momentos de degustação e glamour. Para a Sociedade da Água de Monchique, o lançamento da Chic é o início de uma trajectória de diversificação da sua gama de produtos. “A nossa ideia parte da constatação de que o consumidor tem comportamentos e atitudes distintas ao longo do seu quotidiano e que, consoante a ocasião, privilegiará a imagem de produto mais adequada”, afirmou Luís Miranda, director-geral da Sociedade da Água de Monchique. Esta empresa identificou as principais tendências nos momentos de consumo das pessoas e, para cada um deles, vão desenhar formatos adequados.

O projecto Chic levou cerca de um ano a desenvolver, desde a concepção da ideia aos primeiros ensaios de engarrafamento. O design do logótipo tem assinatura de Pedro Novo, designer português actualmente a viver em Londres trabalhando em regime de freelancer para agências de design. O projecto gráfico ficou a cargo da Upstairs - Design Studio e o design da garrafa Chic tem assinatura de Manuel Vital, do mesmo estúdio. Já a fotografia é da autoria de Frederico Martins.

Fonte: M&P, 29 de Maio de 2008

quarta-feira, 28 de Maio de 2008

2008 vai ser ano de Barca Velha

Ícone do vinho português que só surge em anos excepcionais e do qual são feitas menos de 30 mil garrafas, o 16º Barca Velha em 56 anos vai ser lançado no mercado. Mas o que faz deste vinho “um verdadeiro «châteaux» português”, nas palavras de José Bento dos Santos, vice-presidente da Associação Portuguesa de Gastronomia e produtor da Quinta do Monte d’Oiro?

É o primeiro vinho feito “à francesa”, por um produtor de Porto que experimenta fazer vinho de mesa com as castas tradicionais da região. Fernando Nicolau de Almeida teve a ideia de transportar gelo por camião de Matosinhos para o Pocinho para fazer a vinificação a temperaturas baixas, tal como em França.

“Desde o início quis fazer um vinho que ficasse na história, escolhendo as melhores uvas e tendo cuidados ilimitados”, diz. “Chegou ao ponto de esperar sete a dez anos para o lançar no mercado, como acontece com o Vega Sicília”.

O enólogo e produtor da Quinta da Cortezia, Miguel Catarino, defende a necessidade de mais ‘Barcas Velhas’. “Só assim Portugal se poderá afirmar no mercado internacional”, afirma. Por tradição, cabe ao enólogo da Casa Ferreirinha - Luís Sottomayor, que sucede a José Maria Soares Franco de quem foi adjunto - decidir se pela qualidade o vinho é Barca Velha ou Reserva Especial.

“Temos duas colheitas - 2000 e 2003 - ‘no forno’ que são potenciais vinhos para fazer Barca Velha ou Reserva Especial”, adiantou Joana Pais, responsável da Sogrape, que reserva os detalhes para 28 de Maio. Quanto ao preço, o último saiu a €65 mas rapidamente mais do que duplicou. Se o cuidado na sua elaboração e os 5 a 10 anos de estágio em barrica e garrafa explicam o custo, há que juntar a grande procura e a especulação na distribuição. O que o prejudica nas provas internacionais, ou faz com que se encontre mais barato em Inglaterra, por exemplo.

Fonte: Expresso, 24 de Maio de 08

terça-feira, 27 de Maio de 2008

Azeite Quinta do Juncal em lojas gourmet

O azeite Quinta do Juncal do produtor João Vítor Mendes vai estar presentes nas lojas Gourmet de todo o país através da parceria estabelecida com o distribuidor Godoy&Inácio e que passará a ser o representantes exclusivo deste azeite nas lojas gourmet nacionais. Segundo a empresa, esta aposta no segmento gourmet faz parte da estratégia nacional da marca para crescer e para apostar num tipo de clientes mais exigentes. Recorde-se que o azeite Quinta do Juncal é vencedor de vários primeiros prémios no concurso nacional de azeites e está entre os 170 melhores azeites do mundo.

Fonte: O Ribatejo

Produtos da Cova da Beira com portal na Internet

A Vinhos, azeite, pinturas a óleo ou artesanato em madeira são algumas das atracções do portal Cova da Beira (www.covadabeira.eu ) na Internet, que pretende agregar num único sítio toda a informação sobre artesãos e produtos locais da região. O portal, financiado com fundos comunitários, foi criado pela ConsisPro, empresa de novas tecnologias sediada no Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã (Parkurbis), em parceria com a RUDE - Associação de Desenvolvimento Rural.

O objectivo imediato é "divulgar a informação e potencialidades das populações rurais dos concelhos de Belmonte, Fundão e Covilhã". No futuro, "o portal pode evoluir para um sítio de comércio electrónico. Será uma segunda fase do projecto, que depende do resultado do portal que agora arranca", disse José Carlos Correia, da ConsisPro.

Quem quiser abrir a sua montra na Internet pode inscrever-se gratuitamente no endereço do próprio portal ou contactando a ConsisPro. No arranque, há já 12 produtores e artesão listados. "Segundo as informações que recolhemos, esse número poderá ascender a 150 ou 250 pessoas, referiu José Carlos Correia.

Fonte: Lusa, 27 de Maio de 2008 - 09h10

sábado, 24 de Maio de 2008

Pastel de Tentúgal nasceu como moeda de troca

O pastel de Tentúgal, importante fonte de rendimento de muitas famílias desta vila de Montemor-o-Velho, funcionou também como uma relevante "moeda de troca" no Convento das Carmelitas, pelas freiras que o produziram em exclusivo durante séculos. Segundo a investigadora Sílvia Carvalho, esta iguaria baseada numa receita conventual com mais de quatro séculos - que amanhã vai ser feita numa versão "mega", com seis metros - era usada pelas freiras nas trocas de bens e serviços com a comunidade.

O pastel de Tentúgal, tal como a doçaria conventual em geral, funcionava como as "obrigações" com que as freiras do Convento de Nossa Senhora da Natividade retribuíam os serviços prestados - disse Sílvia Carvalho. Esta foi uma das conclusões a que, enquanto técnica superior de História na Câmara de Montemor-o-Velho, Sílvia Carvalho chegou quando realizou um estudo histórico-social sobre o pastel de Tentúgal, para fundamentar o processo de qualificação deste doce conventual.

Sílvia Carvalho pesquisou a documentação sobre o convento existente no Arquivo da Universidade de Coimbra e na Torre do Tombo, nomeadamente os livros de receitas e despesa daquela instituição religiosa. "É um manancial de documentação que regista a vida das freiras", disse a investigadora, adiantando que não existe um receituário escrito e que o segredo da confecção do famoso pastel foi sendo transmitido oralmente.

Fonte: Público, 24.05.2008

quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Ministro da Agricultura ordenou investigação a eventuais falhas dos serviços na protecção aos produtos tradicionais

O ministro da Agricultura, Jaime Silva, ordenou uma inspecção ao seu ministério para apurar responsabilidades no eventual atraso dos serviços no trabalho a desenvolver com a União Europeia para proteger os produtos tradicionais portugueses.
O anúncio foi feito ontem durante uma audição parlamentar. "Se houve atrasos, temos de saber de quem é a responsabilidade. Há serviços que têm autonomia para negociar com Bruxelas", disse Jaime Silva à saída da audição, em resposta à crítica de uma ex-funcionária do ministério de que houve omissão dos sucessivos governos na comunicação à União das excepções necessárias à lei comunitária para proteger os produtos tradicionais.

O ministro diz que os produtos tradicionais não estão em causa, mas também reconhece que "há excessos da ASAE" (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) e que "é preciso corrigi-los".

Fonte: Público, 22.05.2008

quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Selo de mérito seduz 450 marcas

O espírito de Michael Porter regressou a Santarém. Entre as recomendações da sua Monitor Group para os vinhos portugueses contava-se a eleição de ‘embaixadores’ do sector em cada um dos mercados apontados como cruciais - Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. Porter aconselhou a criação de um fórum credenciado que atribuísse selos de mérito («Seal of Merit») a marcas que revelem carácter e vigor para se afirmarem naqueles três países.

A ViniPortugal criou, então, a Fine Wines Board (FWB) que esta semana, no âmbito do Concurso Nacional de Vinhos, promoveu uma prova especial para escolher os melhores representantes das castas nacionais, tendo em conta os gostos peculiares de cada um dos mercados. Foram 450 concorrentes que passaram pelo crivo de um júri nacional de 160 provadores, mas cem não acederam à fase final. O «Seal of Merit» será atribuído pelo júri internacional às marcas que, entre os 350 finalistas, apresentem maior potencial de sucesso. A eleição divide-se em duas categorias, de acordo com o preço - vinhos premium, com preços de venda até 8 euros e superpremium, até aos 13 euros. As marcas seleccionadas beneficiarão depois de aconselhamento acerca de detalhes como o «design» da garrafa ou eficácia do rótulo.

É a segunda vez que a ViniPortugal recorre ao FWB - a primeira edição decorreu no Hotel Ritz, em Lisboa. No concurso inaugural, apenas 25 produtores, entre 400 concorrentes, tiveram a pontuação mínima para acederem ao mérito. Esta reduzida taxa de sucesso ficou em parte a dever-se ao excesso de rigor da componente lusa do júri internacional (três em sete elementos). O mercado alemão ganhou 11 novos embaixadores vinícolas, os Estados Unidos nove e o Reino Unido oito. As Caves Transmontanas, com duas versões do seu Vértice, e a Sociedade Colinas de S. Lourenço, com o Colinas Private Collection, foram as únicas casas que bisaram em mercados distintos.

A ViniPortugal compromete-se a promover os vinhos distinguidos naqueles países. Esta acção do FWB “é mais um esforço na cruzada para combater o défice de conhecimento nos grandes mercados”, diz Paulo Amorim, da ViniPortugal. O empresário nota que esta batalha é dura por “exigir perseverança e paciência”, mas acredita que a qualidade dos vinhos, aliada a campanhas eficazes de promoção, convocará a atenção de alemães, americanos e britânicos para os vinhos portugueses.

Fonte: Expresso, 17 de Maio de 08

Paladar Beirão – Loja Gourmet em Viseu

Gostaríamos de apresentar a nova Loja Gourmet "Paladar Beirão – O Gourmet d’Aqui e d’Acolá" onde se pretende mostrar o que de melhor se faz de Norte a Sul do país, de uma ponta a outra do Mundo, sensibilizando os consumidores para os produtos de qualidade reconhecida (DOP, IGP e ETG) das várias regiões.

Apostando num espaço com uma decoração "soft and clean" e num atendimento especializado, ao percorrer as prateleiras, poderá encontrar alinhados uma grande variedade de frascos, frasquinhos, saquetas e saquinhas, garrafas, latas, caixas e caixinhas, acabando por realizar uma viagem pelos saberes e sabores não só d’Aqui (Portugal) mas também d’Acolá (lugares mais longínquos).

Rua Dr. Álvaro Monteiro, Lote 20 - Loja E (junto ao Hotel Montebelo)
3510-014 Viseu - Portugal
Tel.: 232 471 604
www.paladarbeirao.com

quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Produtos tradicionais alvo de regras mal interpretadas

A aplicação dos regulamentos comunitários aos pequenos produtores e comerciantes de alimentos suscita dificuldades e dá azo a interpretações simplistas. A posição foi ontem assumida pela directora do Gabinete de Planeamento de Política Alimentar do Ministério da Agricultura (MA), Rita Horta, numa audição parlamentar sobre produtos tradicionais.

Nesse sentido, o gabinete perguntou, no início deste ano, a 67 agrupamentos de produtores de produtos com denominação de origem protegida quais deveriam ter excepções à lei.
O deputado do CDS-PP Hélder Amaral usou a ironia para criticar esta atitude passiva do MA: "Estava a imaginar que a senhora de Portalegre que faz as amêndoas na sua garagem fosse ao computador pedir uma excepção ao seu produto."

A posição de Rita Horta contrasta com a de uma ex-funcionária do Ministério da Agricultura, Ana Soeiro, que defendeu, na semana passada, no mesmo grupo de trabalho, a necessidade de comunicar a Bruxelas as excepções à lei para produtos tradicionais e pequenas quantidades para proteger as tradições portuguesas.

Questionada pelo deputado José Miguel Gonçalves de Os Verdes sobre a não aplicação de um pacote de higiene mais simples em Portugal, Rita Horta sublinhou a flexibilidade dos regulamentos comunitários e deu um exemplo: não proibem o uso de colheres de pau ou obrigam a usar as de plástico. Nessa medida, recomendou "bom senso": o pacote de higiene "não é um método rígido que tenha de se aplicar a uma empresa de 500 trabalhadores e a uma de dez".

Fonte: Publico, 15.05.2008

quarta-feira, 14 de Maio de 2008

O Mar à Mesa no II Congresso Nacional de Gastronomia

O concelho de Matosinhos acolhe a partir de hoje o II Congresso Nacional de Gastronomia para mostrar a imagem de marca da cidade, o "Mar à Mesa", disse à Lusa o vice-presidente da autarquia Nuno Oliveira.

"Matosinhos tem cerca de 500 a 600 restaurantes. A gastronomia marítima é o nosso cartão de visita", disse o autarca, numa referência à importância de um sector que ocupa dez por cento da população activa do concelho.

"Costumo dizer que quem vem a Matosinhos vem para comer e acaba por ficar por cá", frisou.

A cidade será, entre hoje e 18 de Maio, palco do congresso que "pretende discutir a forma como se pode melhorar os espaços de restauração e como se pode apostar na diversidade e qualidade destes".

Este ano a autarquia espera que o número de dez mil visitantes, conseguido o ano passado, seja ultrapassado, já que o evento foi alargado de três para dez dias.

O evento, que começa sexta-feira com a inauguração do "Espaço Gourmet" pelo presidente da câmara, Guilherme Pinto, vai contar com a presença de importantes chefes de cozinha que actuam em Portugal.

Fonte: LUSA, 9 de Maio de 2008, 19:18

sábado, 10 de Maio de 2008

Adegas cooperativas do vinho verde unem-se em projecto empresarial conjunto

O modelo empresarial adoptado pelo sector leiteiro vai ter seguimento na área dos vinhos verdes. Num passo pioneiro, sete adegas cooperativas da região vão associar-se para constituir uma sociedade comercial que passará a ser responsável pela vinificação, engarrafamento e comercialização da massa vínica que aquelas estruturas até agora geriam de uma forma individual.

Gerar economias de escala, garantir novos canais de escoamento, valorizar o produto final numa lógica de adaptação às novas tendências do mercado são alguns dos objectivos desta sociedade, que irá assumir a designação Viniverde. O agrupamento integra as cooperativas de Castelo de Paiva, Barcelos, Famalicão, Ponte da Barca, Penafiel, Lousada e Celorico de Basto.
Muitas das cooperativas que alinham neste projecto vivem actualmente situações precárias, com dificuldade em pagar as uvas aos seus associados (que abandonam as fileiras e passam a fornecer produtores privados) e a acumulação de passivos que sufocam a gestão corrente e a prestação de serviços aos cooperantes.

O novo modelo poderá servir, nesse quadro, para dar suporte a um processo de saneamento financeiro das adegas. Esse processo será alavancado nas infra-estruturas (principalmente terrenos) que irão ficar sem utilização e que poderão gerar receitas no mercado. Poderão, ainda, entrar no mercado do imobiliário ou para alugar a empresas que não têm uma capacidade de armazenamento ou transformação adequada às suas necessidades.

Somado, o actual parque de instalações e base tecnológica das adegas tem uma dimensão muito superior àquilo que exige a massa vínica global das sete cooperativas - sete milhões de litros por colheita. Mesmo que novas adesões venham a registar-se, conforme é objectivo dos promotores da sociedade, o potencial instalado será suficiente para responder a esse novo quadro de exigência.

Uma das ideias-fortes do projecto é a profissionalização da gestão da Viniverde, ao contrário do que acontece nos dias de hoje, em que os responsáveis das cooperativas são produtores eleitos que têm de compatibilizar a presença na adega com a manutenção das suas explorações e que, muitas vezes, não possuem uma formação activa para a condução de negócio que exige conhecimentos específicos.

A intenção dos promotores é a contratação de elementos para uma direcção executiva que se vai preocupar com aspectos fulcrais do negócio: a vinificação, a comercialização e o marketing de produto. "Será colocado um particular enfoque na questão enológica, de forma a que os nossos produtos tenham uma maior correspondência com aquilo que os consumidores de nós esperam", afirmou ao PÚBLICO um dos promotores.

Nesse sentido, a sociedade arrancará, numa primeira fase, com base nas marcas que as cooperativas asseguram actualmente, de uma forma individual. Mas uma das tarefas da direcção executiva será, precisamente, a de avaliar se há marcas que devem ser descontinuadas e se há espaço para que surjam outras com novas lógicas de consumo.

O trabalho da direcção executiva será apoiado por um conselho geral e de supervisão, onde terão assento representantes das cooperativas que avançaram para a constituição da Viniverde e de outras que venham a aderir, num outro momento, ao projecto. Há, na região dos vinhos verdes, 18 adegas cooperativas.
A nova sociedade, que irá trabalhar com as uvas dos cooperantes actuais e outros que abandonaram as adegas, vai utilizar uma parte das instalações das adegas aderentes. Mas poderá realizar investimentos, principalmente em tecnologia e recursos humanos.

A massa vínica que estas cooperativas assumem actualmente, cerca de sete milhões de litros de vinho verde, é de cerca de 10 por cento do total que a região demarcada produz. Mas se a nova sociedade conseguir reconquistar muitos dos cooperantes que entretanto abandonaram as fileiras das adegas (devido a atraso no pagamento das uvas ou prática de preços mais baixos), o potencial vínico sobe para os 10 milhões de litros.

Fonte: Público, 19.04.2008

quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Sal artesanal ganha estatuto de protecção

A União Europeia incluiu sal marinho recolhido manualmente como produto com as protecções DOP (Denominação de Origem Protegida) e IGP (Indicação Geográfica Protegida). O sal recolhido manualmente nas salinas de Castro Marim, Tavira, Olhão, Figueira da Foz e Aveiro passa assim a ter certificado de origem contra outros sais, transformados industrialmente.

Fonte: Expresso, 3 de Maio de 08

quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Revista de Vinhos lança Guia das Boas Compras

Guia das Boas Compras é o nome do livro que irá acompanhar a edição de Julho da Revista de Vinhos, revelou ao M&P João Geirinhas, director comercial da publicação da Media Capital Edições. Com formato pocket e em 164 páginas, o guia atribui a vários vinhos o selo Boa Compra, pretendendo constituir uma “útil sugestão dirigida aos consumidores”. Depois do Guia de Compras dos Vinhos Portugueses, que reúne todos os vinhos provados nas doze edições do ano, lançado habitualmente em Dezembro, desta feita o enfoque é feito na sugestão da compra acertada.Com tiragem de 15 mil exemplares, o livro referente aos anos 2008/2009 será vendido em over price com a edição de Julho da Revista de Vinhos sob preço de 2,5 euros, podendo posteriormente ser adquirido de forma isolada.

Para além da divulgação das Boas Compras, o novo guia vai apresentar ainda os vinhos especiais, que mereçam a designação de Grandes Compras, tendo em conta a relação qualidade/preço oferecida.

Fonte: M&P, 7 de Maio de 2008

quinta-feira, 1 de Maio de 2008

Verde faz 100 anos com vendas a subir

A Região Demarcada dos Vinhos Verdes viu crescer as vendas do famoso "Verde" em 13,1%, passando dos 57,5 milhões de litros comercializados em 2006, para os 65,1 milhões de litros vendidos em 2007. Um salto de gigante que a torna na segunda maior região em vendas no mercado português (a primeira é a alentejana) e na segunda maior em exportações (a primeira é a do Vinho do Porto). E que por isso mesmo, diz Manuel Pinheiro, presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), merece comemorar o seu centenário à grande e à portuguesa. "Este ano, a demarcação desta região, que engloba 48 concelhos, completa 100 anos", explica. "Trata-se de uma das maiores regiões vinícolas da Europa, mas com uma característica muito peculiar", descreve "Temos 35 mil produtores, 30 mil hectares de vinha, mas os produtores são quase todos pequenos produtores, não se conseguindo o máximo de rentabilidade".

Ora, garante Manuel Pinheiro, o futuro do Vinho Verde pertence cada vez mais ao Mundo. "Ainda estamos muito longe do nível de associação que desejamos, para que possamos ganhar a dimensão que nos leve a exportar ainda mais e chegar a toda a grande distribuição nacional".

Só em 2007, indicam os dados da CVRVV, a região exportou vinhos para 100 países. À frente da lista dos maiores consumidores do Verde está a Alemanha. Mas também os EUA, a França, o Brasil, o Canadá, o Reino Unido ou Angola. "Esta região tem sido muito injustiçada", comenta Manuel Pinheiro "Somos os segundos no país em vendas e os segundos no país em exportações". E se tudo correr bem, afiança, com as comemorações do centenário, que decorrem entre o Verão e as vindimas, os números poderão crescer ainda mais: "Estamos a preparar um programa virado especificamente para o cliente", que passa pela realização de debates, conferências, lançamento de livros, criação de rotas do vinho para turistas e produtores e, acima de tudo, pelo enchimento de milhares de taças com um dos vinhos mais apreciados no Mundo.

Origens e criação
Os "verdes", designadamente de Monção e Ribeira de Lima, foram os primeiros vinhos portugueses conhecidos nos mercados europeus (Inglaterra, Flandres, Alemanha). A demarcação da Região foi conseguida por Carta de Lei de 18 de Setembro de 1908 e Decreto de 1 de Outubro de 1908.

Concelhos que engloba
A região está demarcada em seis sub-regiões Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel, envolvendo 48 concelhos.

Castas mais conhecidas
Alvarinho e Loureiro. A região tem 35 mil produtores e 30 mil hectares de vinha plantada.


Fonte: JN; 21 de Fevereiro de 2008