quarta-feira, 30 de Abril de 2008

"Uísque algarvio" ganha fama de produto luxuoso

Produzida na serra algarvia há várias gerações, a aguardente de medronho está a lançar-se no mercado das bebidas espirituosas. Se antes era um exclusivo das tabernas e cafés, hoje o "uísque algarvio" ameaça ganhar fama de produto de luxo.

O mesmo medronho usado para consumo próprio ou servido em zonas recônditas da serra em garrafinhas de plástico é agora vendido nas cidades em garrafas de litro rotuladas e que podem atingir os 40 euros a unidade.

Apesar da produção no Algarve ter caído de 700 para 100 mil litros em 40 anos, assim como o número de destilarias - chegou a haver 400 e hoje não há mais de 70 -, o produto ganhou em reconhecimento e qualidade, existindo actualmente 11 marcas regionais desta bebida branca.

Os dados da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAPALG) demonstram a dimensão da quebra nas últimas décadas. Contudo, a tendência, diz aquele organismo, é que o medronheiro se torne numa das culturas com mais potencial na região algarvia.

O processo de recolha dos medronhos, parecidos com morangos silvestres mas mais rugosos, é complexo e exige rigor, seguindo-se depois a fermentação em pipas, que dura no mínimo dois meses -, e a destilação em alambiques.

Apesar das quebras na produção, a DRAPALG considera que a aguardente de medronho tem "boas potencialidades" se dirigida a um nicho de mercado próprio e desafia os produtores a apostar num "design" e rotulagem mais criativos para promover aquele néctar algarvio.

Fonte: JN, 14 de Janeiro de 2008

terça-feira, 29 de Abril de 2008

TAP promove prova de vinhos na Portela

A transportadora nacional está a oferecer aos passageiros uma prova de vinhos, que se realiza no lounge no Aeroporto de Lisboa, até ao próximo dia 25.A acção realiza-se em conjunto com a Adega Cooperativa de Pegões e pretende divulgar alguns vinhos da região de Setúbal.
Assim, os passageiros que tenham acesso ao salão TOP Executive, podem provar alguns vinhos nacionais antes do embarque.

Fonte: Publituris, 24 de Março de 2008

domingo, 27 de Abril de 2008

Ovos de chocolate belga chocados na ria Formosa

Mais de 500 ovos feitos com o melhor chocolate belga foram confeccionados numa pequena fábrica artesanal perto de Tavira. Uma receita que o chocolateiro Frank Vermorgen encontrou para assinalar a Páscoa no seu negócio com vista sobre a ria Formosa.

Frank Vermorgen, 64 anos, que se define como um "chocoólico" (viciado em chocolate) que desde criança degusta religiosamente 100 gramas de chocolate por dia, preparou 50 quilos de chocolate puro belga para produzir centenas de ovos e coelhos da Páscoa. Inspirado pelas calmas águas da ria e com um alguidar repleto daquele que afirma ser o melhor chocolate do mundo, o Calubaut, o chocolateiro, a viver no Algarve há sete anos, esculpe com um garfo próprio e o talento herdado do pai centenas de ovos multicolores e de variados tamanhos para celebrar a Páscoa. Coelhos com orelhas arrebitadas de chocolate branco, de chocolate de leite e de chocolate negro "saltam" também das mãos do pasteleiro, a quem a dose diária de chocolate ajuda a manter um sorriso constante.

A receber encomendas semanais de lojas gourmet nacionais e das cidades espanholas de Ayamonte e Huelva, o pasteleiro belga promete que no próximo Outono a região vai ganhar um café de luxo dedicado exclusivamente ao mundo do chocolate.

"O projecto vai nascer em Setembro ou Outubro entre Loulé e Almancil e vai ter chocolate todo o ano", afirmou o pasteleiro, garantindo que o estabelecimento vai oferecer cinco variedades de chocolate quente para o Inverno, bolos e mousses de chocolate ao longo de todo o ano e gelados de chocolate para as estações mais quentes.

Frank e a mulher, a pintora Elza Newton, criaram há pouco mais de um ano uma pequena fábrica de bombons feitos com chocolate belga e recheados com produtos típicos algarvios como os figos, amêndoas, laranjas, limão e licores.

A "Quinta do Xocolatl" nasceu junto à ria Formosa, em Luz de Tavira, e vende bombons para um salão de chá em Tavira, mas também para a loja gourmet Mercado Chocolate, em Campo de Ourique (Lisboa) e em centros comerciais da capital portuguesa. A ideia de unir o chocolate belga a recheios de pasta de figo, licor de amêndoa amarga, mel ou laranja caramelizada começou no Natal de 2005, com um desafio de Elza Newton ao marido.

O chocolateiro, oriundo da Bélgica flamenga, decidiu confeccionar bombons com o chocolate Calubaut e juntar recheios de laranja biológica, mel, licor de amên- doa amarga e aguardente de figo e polvilhar com amêndoa laminada e tostada. Frank Vermorgen conta que o chocolate lhe está no sangue, pela parte do pai, que era igualmente chocolateiro, e na formação, porque ao longo de 10 anos se especializou na arte da pastelaria e culinária.

Fonte: DN, 23 de Março de 08

Essência chega a Espanha

A Essência do Vinho, líder nacional na organização de eventos para a promoção de vinho e gastronomia, está a alargar a sua área de influência geográfica, com novas iniciativas em Portugal e Espanha. A criação de parcerias é uma das apostas da empresa para crescer.

Ao reforço do calendário de eventos corresponde um aumento de 28% no volume de negócios da empresa, que deverá fechar este exercício com uma facturação de €2,25 milhões. Recentemente celebrou uma parceria com a organização do Fórum Gastronómico, em Santiago de Compostela/Girona, para levar chefes e vinhos portugueses ao evento pioneiro da alta gastronomia europeia. Já presente no Brasil, onde colabora com a organização da Expovinis, a maior feira de vinhos da América do Sul, a Essência do Vinho considera que a expansão da sua actividade a Espanha nesta parceria corresponde, no sector, “à entrada na Liga dos Campeões”, como refere Nuno Pires, um dos seus três sócios.

Em Lisboa, esta jovem empresa abre mais uma porta, agora em parceria com a Câmara Municipal e a Associação de Turismo de Lisboa, para a organização do primeiro festival do peixe e do marisco, a decorrer de 5 a 13 de Abril, com a participação de alguns dos principais chefes da região, restaurantes de referência, cursos e «shows» de cozinha no Terreiro do Paço.

Nascida há cinco anos com o mesmo nome do evento ‘Essência do Vinho’, considerado o acontecimento vínico nacional de referência, a empresa organizava já na capital o ‘Lisboa Gourmet’ e o ‘Porto e Douro Wine Show’. Está também presente no Dão, com dois eventos em Viseu, e no Douro, em S. João da Pesqueira, com o ‘Vindouro’.

No entanto, o ‘Essência do Vinho’, agora acompanhado do ‘Essência Gourmet’, no Porto, continua a ser o ponto alto do seu programa. Para a próxima edição, de 6 a 9 de Março, mais de 16 mil apreciadores e curiosos terão à sua disposição 2500 vinhos de 300 produtores nacionais e estrangeiros.

Com uma actividade que abrange já cursos de vinho vocacionados para educar o consumidor comum, uma loja que soma mais de 400 referências de vinhos portugueses no Palácio da Bolsa, no Porto - que com 300 mil entradas anuais é o mais visitado dos monumentos do Norte de Portugal - e o Comercial, um «wine restaurant» também no Palácio da Bolsa, lançou ainda, há dois anos, a revista ‘Blue Wine’. “São projectos vocacionados para o mesmo objectivo comum de dinamizar a promoção dos vinhos portugueses com iniciativas diversificadas e inovadoras”, refere Nuno Pires.

Fonte: Expresso, 1 de Março de 08

sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Doces conventuais nos Claustros de Santa Clara

O Claustro do Convento de Santa Clara foi o cenário escolhido para receber a VIII Feira de Doçaria Conventual, de 25 a 27 de Abril. O certamente organizado pela Câmara Municipal de Portalegre, contará este ano com a presença de Conventos e Abadias italianos, espanhóis, alemães e franceses. Na feira vão estar ainda patentes ao público as exposições temáticas sobre ‘Arte Sacra’ e ‘Mostra bibliográfica sobre receitas de doçaria conventual’, em simultâneo com a realização de espectáculos musicais.

Fonte: Expresso, 19 de Abril de 08

quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Cozinha de e para crianças

Porque cozinhar pode ser uma brincadeira de crianças, há na rede um programa de culinária feito por duas meninas, de 9 e 11 anos, Belle e Liv Gerasole. Há três anos que apresentam «Spatullata», onde ensinam as crianças a cozinhar receitas simples e saudáveis. De bolachas a frango com limão, de salada grega a tarte de maçã, há muitos conselhos e mais de 200 vídeos de receitas no site www.spatulatta.com.

Fonte: Expresso, 19 de Abril de 08

Nova revista de gastronomia

No próximo sábado, dia 26, chega às bancas portuguesas uma nova revista de gastronomia: a «Cuisine Passion». Da mesma editora da «Wine Passion» e da «Beer Passion», é trimestral e tem uma tiragem de 25 mil exemplares. A directora, Maria Helena Duarte, explica que a revista terá receitas feitas por chefes, mas passíveis de serem feitas em casa.

Fonte: Expresso, 19 de Abril de 08

Cerveja S. Gabriel

Poucos saberão, mas existe na África do Sul uma cerveja com nome português, produzida em Portugal, que não se vende cá. Chama-se S. Gabriel, a garrafa parece de champanhe e tem três variantes: Pils, Branca e Bock.

Fonte: Expresso, 19 de Abril de 08

Histórias com Periquita

Uma noite por mês, um grupo de pessoas reúne-se num dos bairros mais charmosos de São Paulo, na Livraria da Vila, para ouvir histórias portuguesas. A acompanhá-las, é servido Periquita, o vinho luso mais vendido no Brasil. O contador de histórias é Ilan Brenman, que afinou o repertório e faz sessões temáticas baseadas na África lusófona ou em contos de Goa ou Macau. Depois de pesquisar em várias fontes, Brenman tornou-se admirador das várias «nuances» da cultura portuguesa espalhada pelo mundo. «As colónias portuguesas não abasteciam a Metrópole apenas com especiarias, metais e tecidos, mas também com narrativas que entraram no imaginário lusitano. O inverso é verdadeiro: nós aqui também ficámos com o folclore e as histórias portuguesas», disse, entre provas.

Fonte: Expresso, 19 de Abril de 08

Portugal, um retrato gastronómico

Uma edição de luxo, com base nos melhores produtos portugueses, deverá ver a luz do dia no fim deste ano. «Portugal: Um Retrato Gastronómico» junta pela primeira vez um chefe de topo, internacional, Antoine Westermann (à direita), com um chefe de topo nacional, Miguel Castro e Silva (à esquerda). Os dois vão basear-se apenas em «produtos portugueses de denominação de origem (DOC) de qualidade incontestável» e criar receitas originais a partir daí. Antoine Westermann é uma referência da cozinha internacional, destacando-se o seu restaurante Le Buerhiesel, em Estrasburgo, com três estrelas Michelin. Quanto a Miguel Castro e Silva, chefe portuense que passou a figurar, o ano passado, no «Larousse Gastronomique», o seu percurso passa pelos restaurantes Quinta dos Vales, Restaurante do Miguel e Bull & Bear. Além destas receitas, haverá testemunhos de enólogos e personalidades como Dirk van der Niepoort, João Portugal Ramos, Sandra Tavares da Silva, Carlos Campolargo, Paulo Laureano, Salvador Guedes, Fernando Guedes ou José Miguel Júdice. O projecto é coordenado por André de Quiroga, com fotografia de Jorge Simão, do «Expresso».

Fonte: Expresso, 19 de Abril de 08

Vender o peixe

Entre 5 e 13 de Abril, Lisboa foi a capital do peixe, com o Festival Peixe em Lisboa. Cerca de 15 mil visitantes passaram pelo Terreiro do Paço para ver e provar as muitas iguarias que ali havia. Até o primeiro-ministro, José Sócrates, lá jantou, com o ministro da Economia, Manuel Pinho, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e Manuel Salgado, vereador do Urbanismo. Manuel Pinho gostou tanto que voltou no sábado seguinte, com a mulher e amigos, para bisar o menu degustação. A iniciativa, com um tema por dia, foi um êxito. Dezasseis chefes de renome - entre os quais Augusto Gemelli, Fausto Airoldi, Joachim Koerper, José Avillez, Luís Baena, Vítor Sobral ou Henrique Sá Pessoa - ajudaram a cativar a audiência. Para o ano há mais.

Fonte: Expresso, 19 de Abril de 08

Um doce projecto

Quarenta quilos de bolos não chegaram para as pessoas presentes no lançamento do livro «Fabrico Próprio - O Design na Pastelaria Tradicional Portuguesa», no passado sábado, na Fábrica de Braço de Prata, em Lisboa. A primeira edição da obra - um projecto dos «designers» Rita João, Pedro Ferreira e Frederico Duarte (na foto) - quase esgotou, assim como os «pins» de bolos personalizados. Ao longo de ano e meio, os autores pesquisaram longamente a pastelaria que todos os dias faz as delícias dos portugueses mas sobre a qual existe pouca documentação. O livro inclui fichas de todos os bolos encontrados, da origem histórica ao modo de fabrico, um «portfolio» dos vendedores de bolas de Berlim, ilustrações e ensaios sobre o tema, e «espécies raras» que já só se encontram em poucos locais do país. Mais informações em www.fabricoproprio.net

Fonte: Expresso, 19 de Abril de 08

"Terraço da Vinha" quer unir produtores

Onze produtores de vinho de Felgueiras criaram uma empresa para gerir a produção e comercialização dos seus vinhos, na sequência do anúncio governamental de que os investimentos públicos no sector privilegiariam as uniões e fusões.

A sociedade designada Terraço da Vinha, representa uma área de cerca de 100 hectares de vinha e pretende agrupar pequenos produtores vitivinícolas, estando "disponível para acolher todos os produtores de uvas da Região dos Vinhos Verdes que sintam dificuldade em vender as suas uvas", adiantaram os seus fundadores.

De acordo com os sócios, a empresa agrupa "nomes bem conhecidos no sector dos Vinhos Verdes, ligados a empresas com experiência no mercado nacional e exportação, bem como viticultores e empresários de outros sectores".

O seu objectivo é vinificar em conjunto, já a partir de Setembro, comercializar a produção, que ultrapassa o milhão de litros, e adquirir uvas "de qualidade" na Região dos Vinhos Verdes.

Fonte: JN, 23 de Abril de 2008

terça-feira, 22 de Abril de 2008

Portugal investe em bebida vínica

A obtenção de uma bebida vínica elaborada a partir do vinho, mas com menos teor de álcool, é o objectivo de uma investigação de um grupo de investigadores portugueses, cujo resultado "já é promissor".

Não se trata de vinho já que, ao abrigo da legislação portuguesa só é considerada vinho a bebida fermentada a partir de uvas com teor alcoólico superior a oito graus, mas de uma bebida vínica, um processo iniciado em 2003 e que, em 2007, obteve já "resultados satisfatórios ao nível da qualidade", de acordo com um dos responsáveis do projecto.

A intenção é obter uma bebida "de qualidade, menos tóxica, com menos calorias e mais leve do que o vinho" sem que se percam as características de "aroma, cor e sabor" daquele, sublinhou Fernão Vaz Pinto, acrescentando tratar-se de uma "investigação" em que insiste há mais de uma década, com o apoio do Instituto Superior Técnico.

Mulheres, desportistas e quem no Verão opta por bebidas "mais leves" e com "menos álcool" do que o vinho, contam-se entre os consumidores que poderão ser atraídos por esta bebida vínica. Um produto para contrariar a tendência de aumento do teor alcoólico dos vinhos portugueses, à semelhança do que já acontece noutros países.

Fonte: JN, 22 de Abril de 2008

Croft inova «rosé» e causa polémica

O Croft Pink, o último lançamento do grupo Fladgate Partnership (FP), destinado a seduzir com um vinho do Porto «rosé» novos públicos, está a agitar e causar polémica no sector.

A companhia assegura que se trata de uma nova categoria especial, comparável, por exemplo, ao LBV - Late Bottled Vintage, por envolver novas técnicas de vinificação. Mas a generalidade dos operadores considera que a inovação se resume a um «light ruby». O Instituto do Vinho do Douro e Porto (IVDP) concorda que a marca é um “«ruby» de estilo menos encorpado” e já esclareceu a Croft de que “não se trata de uma nova categoria”. Por enquanto, não haverá lugar a um Pink Port.

Após três anos de pesquisas e afinações da equipa liderada por David Guimaraens na adega da Quinta da Roêda, no Pinhão, a Croft enriqueceu o seu portefólio com um Porto «rosé» destinado a novos momentos de consumo e uma nova base de consumidores. “É um vinho frutado e versátil, para os meses mais quentes, que se deve beber fresco ou com gelo, em ocasiões em que o Porto, em geral, não é opção”, diz Ana Margarida Morgado, directora da FP.

Com este seu Pink, a 10 euros, a Croft disputa o mercado dos apreciadores de «rosé» e seduz o segmento jovem e feminino dos 21 países em que opera. No entanto, a companhia fará um especial esforço de promoção em Portugal, Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.

Em termos de produto, as mais recentes evoluções consagraram uma vocação mais fresca e menos solene do Porto. O Portónic, um «cocktail» à base de Porto branco, e a criação de uma categoria intermédia entre o «tawny» corrente e o «tawny» 10 anos - cujo exemplo mais relevante terá sido o The Tawny, dos Symington - são dois exemplos deste nova ofensiva.

Categorias

Ruby e Tawny As categorias clássicas dependem do tipo de envelhecimento. Um «ruby» é um Porto corrente, jovem e pujante. Sofre uma menor oxidação e vai buscar o nome à sua cor. No «tawny», a cor aloirada sofre evolução, devido a estágio mais prolongado na madeira. O Porto Branco recorre a uvas brancas e são classificados pelo seu grau de doçura.

Vintage Vinho de uma só colheita, engarrafado entre o segundo e o terceiro ano. Com o envelhecimento em garrafa torna-se suave e elegante, desaparecendo gradualmente a adstringência inicial.

Late Bottled Vintage De uma só colheita, engarrafado entre o 4º e 6º ano após a vindima. São menos adstringentes e encorpados que os Vintage do mesmo ano.

Data de Colheita Estagia em madeira durante um período de tempo nunca inferior a sete anos, podendo seguidamente ser engarrafado. A cor evolui para o alourado, notando-se mesmo reflexos esverdeados nos vinhos muito velhos.

Indicação da idade Estagia em madeira durante um período de tempo variável. A idade mencionada no rótulo (10, 20, 30 ou 40 anos) é a média das idades dos vinhos participantes no lote. A lotação dos diferentes vinhos visa beneficiar da sua complementaridade.

Reserva «Tawny», «ruby» ou branco. Produzido a partir de uvas seleccionadas de grande qualidade e obtido por lotação de vinhos de grau de maturação variável.

Fonte: Expresso, 1 de Março de 08

Conservas de atum de volta ao Algarve

Cinco anos depois do fecho da última fábrica de conservas, o atum está de volta a Vila Real de Santo António, agora sob a forma de pitéu: rabinho daquele peixe com batata-doce ou barrigas com feijão-frade são alguns dos pitéus que só por ali se podem provar. Em boa parte, a "culpa" é do último director de produção da última fábrica de conservas da cidade fronteiriça, Dâmaso Nascimento, 53 anos, que há alguns anos se dedica ao desmancho, conservação e comercialização de partes do atum pouco conhecidas dos consumidores.

Desde Junho de 2005 que o antigo operário fabril abastece praticamente todos os restaurantes locais com petiscos tão ignorados como muxama (uma parte do lombo do peixe, salgado e curado como se fosse presunto), estupeta (tiras salgadas sujeitas a lavagem na altura do consumo) ou tarantelo (faixa longitudinal acima da barriga). "Não se deita nada fora, essa é a particularidade que temos aqui na cidade. O que não vendo em fresco, salgo e vendo depois, a particulares ou aos restaurantes", sublinha o proprietário das Conservas Dâmaso.

Além das actuais especialidades estupeta e muxama, os aproveitamentos vão incluir já este Verão o salame de atum, uma novidade mundial que já tem compradores certos entre alguns europeus de LLeste e marroquinos, angariados no Salão Internacional do Vinho, Pescado e Agro-Alimentar (SISAB), que decorreu em Lisboa há cerca de um mês.

"Os árabes mostraram-se muito interessados, por isso mesmo a receita não pode meter nem vinho nem tripa de porco", assinala Dâmaso Nascimento, que está a ultimar a versão final, com muito pimentão e alho, mas com um invólucro sintético à base de "sucedâneo de vaca", para não ferir susceptibilidades religiosas.

Na raiz da tradição petisqueira está um clima único que propiciava a salga, embora hoje em dia a muxama seja fumada num túnel de vento com uma temperatura controlada electronicamente entre 65 e 75 graus. Mas a explicação está também, como acontece com tantas outras, na necessidade dos homens. Quando há cerca de 200 anos, abastados industriais italianos implantaram as primeiras fábricas de conserva, só os trocos dos peixes e as barrigas eram aproveitados, mas na cidade havia quem se dedicasse à compra - e até ao roubo - dos subprodutos.

Em 2003, com o fecho da fábrica Comalpe - a última de uma dezena que ainda restavam na cidade nos anos 70 -, de que Dâmaso Nascimento foi o último director de produção, fechou também, por dois anos, o centenário hábito de aproveitar as partes que outros consideravam menos nobres. "Iam buscá-las a Espanha, mas não era na quantidade nem na qualidade a que estávamos habituados", esclarece o empresário, que durante esse biénio trabalhou em Olhão, também na indústria conserveira.

A conserveira de Olhão acabou por ter o mesmo destino de praticamente todas as restantes dezenas de fábricas que ainda há 30 anos pululavam de ponta a ponta no Algarve, mas mestre Dâmaso não desanimou.

"Pedi um apoio ao Instituto do Emprego e com alguns capitais próprios investi", explica, enfatizando que a câmara local deu uma ajuda, ao permitir que se instalasse na zona industrial da cidade.

Dois anos depois, o empresário, a esposa e dois empregados custam a dar vazão aos 30 atuns que ali se desmancham semanalmente, mas é no Verão que o trabalho mais aperta, com recurso a mais quatro empregados, para dar conta dos 50 a 55 peixes, de cerca de 100 quilos cada, que ali acorrem semanalmente na época alta.

Uma das principais especialidades da fábrica, a muxama, é um pitéu de origem árabe (musama corresponde a seco, em árabe), que consiste na secagem de uma zona interior do lombo, que desta forma fica fumada, como se fosse presunto.

A braços com a penetração em mercados não habituados a estas especialidades, o mestre conserveiro reserva alguns petiscos apenas para os amigos, casos da orelha (uma parte do atum que inclui uma parcela posterior da cabeça e parte da mandíbula) e os mormos (próximo da orelha, mas acima daquela parte). Contudo, partes como o tarantelo, o tronco e a própria estupeta também são de difícil penetração fora da cidade, para mais vendidos em baldes de 15 quilos, salgados, e necessitando de várias passagens por água antes da ida para a mesa. "Para alguém que chega a casa depois de um dia de trabalho, não se adequa um balde de estupeta e tenho em preparação uma embalagem de salada de estupeta, já feita, com tomate, cebola, azeite e vinagre".

Fonte: DN, 23 de Março de 08

sábado, 19 de Abril de 2008

Carne dos Açores adopta nova imagem

A 4Stores e a SalesUp são as empresas responsáveis pelo desenvolvimento da imagem corporativa da marca Carne dos Açores IGP - Identificação Geográfica Protegida, bem como do seu conceito de comunicação.”O tradicionalismo, a distinção, a diferenciação das ilhas açoreanas e a emotividade sentida nesta região são factores bem presentes no logótipo da marca”, explica em comunicado João Oliveira Simões, directo criativo da 4Stores. “Fruto da Pastagem” é o conceito de comunicação criado a partir da nova marca, cuja mensagem assenta nas condições climatéricas e dos solos que proporcionam a produção de abundantes pastagens, contribuindo para a qualidade da carne.

Fonte: M&P, 22 de Fevereiro de 2008

sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Symington distinguida no Brasil e Alemanha

Depois de ter sido eleito Melhor Produtor Europeu de 2007 pela revista ‘Wine Enthusiast’, a Symington Family Estates arrecadou mais dois prémios internacionais - o de Melhor Produtor de Vinhos do Mundo, pela revista brasileira ‘Gula’, e o de Melhor Produtor de Vinhos Português no Berlin Wine Trophy 2008.

Fonte: Expresso, 12 de Abril de 08

Reguengos regista marcas turísticas

O município de Reguengos de Monsaraz concluiu o registo junto do Instituto Nacional da Propriedade Industrial de marcas associadas ao turismo e à olaria da região, designadamente a de São Pedro do Corval.

Expresso, 12 de Abril de 08

A fruta que comemos

A empresa de estudos de mercado Simple Lógica apresentou na passada terça-feira, um estudo sobre ‘Os portugueses e o consumo de fruta em 2008: hábitos e atitudes’. O estudo foi encomendado pela marca Dole Food Portugal.

quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Site Ginja M.S.R. de Alcobaça

O tradicional licor de Ginja M.S.R. de Alcobaça, já está disponível na internet em www.ginja.pt.
Faça a sua visita a este produto típico com mais de 80 anos de História e deixe o seu comentário ou sugestão.

Adegas algarvias juntam-se para evitar falência e lançar vinho com marca Algarve

As adegas cooperativas de Lagos e Lagoa vão fundir-se para tentar a sobrevivência e recuperar a imagem do vinho do Algarve. O Ministério da Agricultura apoiou a iniciativa, cedendo um terreno de nove hectares, em Lagoa, onde será construída a nova adega. O projecto ainda não está elaborado, mas os dirigentes associativos pensam que ainda este ano poderá arrancar. Para começar, serão precisos pelo menos cinco milhões de euros.

Apesar da cavalgada na ocupação urbanística dos bons solos agrícolas com urbanizações, o Ministério da Agricultura entende que no Algarve ainda há chão que dê uvas. Segundo um estudo elaborado pela Direcção Regional de Agricultura do Algarve, as adegas cooperativas de Lagos e Lagoa representam, em conjunto, cerca de 800 hectares de vinha, e o ano passado produziram próximo de três milhões de litros de vinho. Porém, às dificuldades de escoamento da produção juntou-se um acumular de dívidas que atingiu os 3,6 milhões de euros.

Para evitar o encerramento da adega de Lagos, quem salvou a cooperativa foi a associação de municípios Terras do Infante (Lagos, Aljezur e Vila do Bispo) que comprou a dívida a uma instituição financeira - 1,6 milhões de euros. A operação, afirmou o presidente da direcção da cooperativa, Pedro Gonçalves, gerou "uma mais-valia de um milhão de euros, para investir na nova cooperativa". Em Lagoa, o património da adega está à venda por oito milhões de euros.

O director regional de Agricultura do Algarve, Castelão Rodrigues, defende a necessidade de criar uma "marca de vinho regional - Algarve". No seu entender, "estão criadas as condições para que a região surja no mercado com uma imagem de vinhos de qualidade".

Os vinhos do Alentejo, a partir dos anos 70, ocuparam grande parte do espaço comercial dos vinhos algarvios. De então para cá, a monocultura do turismo quase asfixiou todos os outros sectores de actividade, bem assim como os terrenos.

Os armazéns e o terreno da adega de Lagoa estão à venda por oito milhões de euros. Trata-se de um espaço de quatro hectares no centro da cidade, a ser disputado pelos urbanizadores. A cooperativa, afirmou José Pina, já está a receber propostas. Sobre o que poderá vir a ser construído o dirigente associativo remete a questão para o Plano Director Municipal. Com este negócio tenciona pagar os cerca de dois milhões de euros aos sócios, e partir para a nova etapa, juntando-se à adega de Lagos, na construção da futura adega.

Fonte: Público, 02.04.2008

segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Cuisine Passion nas bancas a 26 de Abril

Dedicada à gastronomia, a revista Cuisine Passion chega às bancas no próximo dia 26 de Abril. Tal como o M&P noticiou em Dezembro, a nova revista com a chancela da Alive Word Comunicação, a mesma editora dos títulos Wine Passion e Beer Passion, arranca com tiragem de 25 mil exemplares e preço de capa de 3,5 euros.O título é trimestral e em cada edição terá como tema central cada estação do ano. “É uma revista dedicada a todos os que desejam receber em casa com requinte”, sublinha Maria Helena Duarte, directora de Cuisine Passion, ao M&P. As receitas da revista serão “todas elaboradas por chefes de cozinha reconhecidos”, destaca a responsável. Marco Gomes, da Foz Velha e Segredos da Terra, Gyula Harandi, do Corinthia Lisboa, André Magalhães do Clube de Jornalistas e José Júlio Vintém, da Tomba Lobos, vão assinar receitas em permanência. “Serão receitas de autor, mas possíveis de serem elaboradas na casa dos leitores”, refere Maria Helena Duarte. O lançamento da revista será acompanhado com uma campanha de publicidade em rádio, concretamente na TSF.

Fonte: M&P, 14 de Abril de 2008

domingo, 13 de Abril de 2008

Vinho verde viaja pelo Canadá

O vinho verde inicia para a semana uma digressão pelo Canadá, beneficiando de acções promocionais em Calgary, Vancouver e Toronto. A ofensiva envolve provas nas três cidades e um seminário formativo sobre a Região dos Vinhos Verdes, orientado por um enólogo da Comissão de Viticultura. O mercado canadiano tem-se revelado um mercado em crescimento. Em 2006, a exportação de verde traduziu-se em 850 mil garrafas, correspondentes a €1,6 milhões.

Fonte: Expresso, 1 de Março de 08

ASAE explica-se aos comerciantes de vinho

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) entrou em força nos vinhos e vai explicar aos agentes do sector a sua lógica de actuação. No dia 12, no Palácio da Bolsa, no Porto, a ANCEVE, uma associação de comerciantes de vinhos e bebidas espirituosas, organiza um seminário que conta com uma equipa ASAE que dissipará as dúvidas dos empresários.

Fonte: Expresso, 1 de Março de 08

Chefes apresentam receitas à base de Porto

Como podem os vinhos do Porto e Douro contribuir para pratos mais saborosos e excitantes? A resposta encontra-se no livro, com versões em português e inglês, que o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto vai lançar na sexta-feira, dia 7, no Palácio da Bolsa. Dez prestigiados chefes de cozinha, oito nacionais e dois franceses, são os autores de 72 receitas inéditas. O livro conta ainda com depoimentos de seis enólogos.

Fonte: Expresso, 1 de Março de 08

sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Nove municípios portugueses e espanhóis lançam projecto de promoção gastronómica

Nove municípios das regiões portuguesas do Alentejo e Algarve e das espanholas da Extremadura e Andaluzia pretendem avançar com um projecto para promover a gastronomia das quatro regiões.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Alberto Fateixa, o projecto de cooperação transfronteiriça vai ser candidatado ao programa Interreg, da União Europeia.

“A candidatura, que vai ser entregue na próxima semana em Badajoz (Espanha), é liderada pelo Ayuntamiento da cidade espanhola de Zafra”, disse o autarca à Lusa.

O projecto, segundo José Alberto Fateixa, envolve os municípios portugueses de Estremoz, Borba e Moura (Alentejo) e Tavira (Algarve), mobilizando da parte espanhola as autarquias de Zafra, Albuquerque e Trujillo (Extremadura) e Punta Umbria e Cartaya (Andaluzia).

“A iniciativa pretende contribuir para a promoção da gastronomia das quatro regiões ibéricas, através da realização de um conjunto de actividades e certames gastronómicos”, explicou.

José Alberto Fateixa alegou que os “municípios envolvidos no projecto integram zonas ambientais equilibradas e possuem produtos regionais de qualidade e genuínos, além de uma gastronomia de referência”.

A iniciativa é também justificada pelo autarca alentejano com a necessidade de “dar visibilidade a estas zonas, através da promoção dos seus produtos regionais e da sua gastronomia”.

A duração do projecto é de dois anos e, no caso de a candidatura ser aprovada pelo Interreg-Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça, será desenvolvido em 2009 e 2010.

Fonte: Lusa, 11.04.2008 - 11h00

quarta-feira, 9 de Abril de 2008

PrimeDrinks reforça

A líder no mercado nacional de distribuição de vinhos e bebidas espirituosas, foi escolhida pela Adega Cooperativa de Favaios para distribuir as marcas Moscatel Favaios, Moscatel Favaíto e Douro Foral da Vila.

Fonte: Expresso, 5 de Abril de 08

segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Kuneva e as tripas

Belém está associada aos pastéis de nata, a Serra da Estrela ao queijo da serra, a Bairrada ao leitão, os "jesuítas" a Santo Tirso, as "clarinhas" a Fão, os rojões ao Minho, as papas de sarrabulho a Braga, os covilhetes a Vila Real, as alheiras a Mirandela, o presunto a Chaves, os enchidos a Montalegre ou Vinhais e podendo, a esta hora, estar o leitor desiludido por ainda não ter referido a lampreia de Entre-os Rios, o pão-de-ló de Ovar, os ovos moles de Aveiro ou mais um sem número de iguarias e sucessos gastronómicos nacionais.

Ocorre-me um receio, nesta matéria será que um tão rico património gastronómico vai resistir a questões como as que, entre tantos outros depoimentos do género, uma senhora de Penalva recentemente relatava à imprensa com grande tristeza e desilusão? A dita senhora tinha-se desde sempre dedicado a fabricar, com esmero e cuidado, os melhores requeijões artesanais da zona, mas ia ter de abandonar tal ofício por não possuir dinheiro para comprar a mesa de aço e os restantes equipamentos que as autoridades lhe exigiam. A verdade é que não será preciso ser economista para calcular quantos anos a fazer requeijões são precisos para se conseguirem pagar equipamentos iguais aos da hotelaria industrial…

Reconheço dois factos primeiro, que o País tem feito sérios progressos em matéria de higiene e saúde pública e que tal trajecto tem de prosseguir e é bem-vindo; segundo, que muitos daqueles produtos tradicionais são hoje assumidos por empresas competitivas e dinâmicas e, portanto, mais capazes de interpretar e aplicar a exigência das normas. Dito isto - e numa época em que a afirmação dos distintos espaços mundiais e europeus (nomeadamente na sua dimensão turística) se faz pela diferenciação e pela autenticidade cultural, por um lado, e em que necessitamos urgentemente de dinâmicas sustentadas que criem e mantenham iniciativas e empregos locais, por outro -, não deixa de se tornar decisivo que se olhe para todo este património como algo de precioso e que, carecendo de ser tratado com exigência, requer também enorme sensibilidade e bom senso.

Foi curiosamente esta a mensagem por cá deixada por Carlo Petrini, um cidadão italiano que nos visitou na qualidade de responsável por uma ONG intitulada "Slowfood" que, segundo uma entrevista publicada no Expresso (2008/03/29), procura defender as "tradições e conhecimentos da gastronomia europeia" (com destaque para o sucesso de franceses e italianos) face à aplicação "super-higienista" das normas europeias em matéria de segurança alimentar.

Sem ir mais longe, basta termos presente a extraordinária gastronomia alsaciana de Estrasburgo - onde queijos tradicionais se misturam com enchidos de todo o tipo e as mais diversas vísceras (dos rins aos fígados e a uma série de glândulas) estão no centro dos pratos mais emblemáticos e sofisticados - para nos questionarmos sobre a forma como aquela região se terá conseguido adaptar com tanto resultado às exigência europeias…

Que as normas são para cumprir, é sabido! Mas valerá então a pena dedicar mais esforço e atenção à qualidade das mesmas, isto é, ao acompanhamento detalhado da fase em que elas são produzidas no contexto europeu, à identificação específica de excepções justificadamente passíveis de negociação, ao modo como as regras são transpostas para a legislação nacional e, por último, à sensatez e equilíbrio com que são aplicadas no concreto.

Fonte: JN, Elisa, Ferreira, 6 de Abril de 2008

Leite Agros Biológico Magro e o Iogurte Agros Biológico comunicados hoje

A Agros acaba de lançar o Leite Agros Biológico Magro e o Iogurte Agros Biológico com Polpa de Fruta, para dar resposta ao aumento do consumo deste tipo de produtos. Para divulgar as novidades da marca, vai hoje para o ar uma campanha de comunicação, com presença em televisão, mupis e acções no ponto de venda. A acção é da responsabilidade da McCann Erickson e contou com a direcção criativa de Diogo Anahory e José Carlos Bomtempo. A Tangerina Azul foi a produtora responsável pelo spot.

Fonte: M&P, 7 de Abril de 2008

domingo, 6 de Abril de 2008

Xisto gourmet

No dia 5 de Abril, a Rede de Lojas das Aldeias do Xisto lança os primeiros produtos da sua Linha Gourmet para degustação. Para já, podemos contar com um Kit para fondue de chocolate criado pelos ceramistas Paulo Alves e Yola Vale, totalmente inspirado no chocolate e na história e ambiência do cacau. A acompanhar, os bombons e chocolates produzidos pelo mestre chocolateiro Paulo Santos, todos eles em colaboração com o designer Nuno Alves. Mais uma iniciativa desta rede apostada em promover os melhores produtos artesanais de assinatura lusa.

Fonte: Lifeccoler, Abril de 08

quinta-feira, 3 de Abril de 2008

Sabores de Portugal num cantinho algarvio

No centro de Tavira, em escassos metros quadrados, há espaço para fazer uma volta gastronómica ao país. Já pensou em comprar alheira genuína sem ter de ir a Mirandela? A sugestão está dada…

É pequena e discreta, mas a mais recente loja gourmet do Algarve tem produtos de todas as regiões do continente e ilhas e teve o cuidado de não descurar o que de mais autêntico se produz no Sul do país.

Também conhecida como Espaço Gourmet Portugal, a loja está de portas abertas na Praça da República, em Tavira, mas esta nova aparição tem uma irmã gémea, fixada há mais de 50 anos do outro lado da rua.

O projecto é assim a continuidade, ou, se se preferir, a evolução da quase histórica garrafeira Vital, que, ao longo dos anos, tem resistido na Baixa de Tavira, frente ao antigo mercado, sempre comandada por Vital da Silva.

Com a mestria de quem sabe o que tem qualidade, Paulo Silva decidiu continuar e ampliar o negócio do pai, embora se tenha ficado quase exclusivamente pela área da gastronomia.

Talvez seja por isso que o seguidor de Vital da Silva tenha desde logo orgulho em mostrar a ampla selecção de azeites nacionais disposta em primeiro plano, o que o levou já a iniciar uma campanha pelo consumo do azeite português.

Alinhadas ao milímetro, há garrafas e preços para todos os gostos e para todas as bolsas, desde o Passanha trasmontano ao Relíquia da Vidigueira.

«São todos azeites abaixo dos 0,7 graus de acidez e até há alguns que conquistaram lugares cimeiros em concursos a nível mundial», diz o também sócio-gerente do espaço gourmet tavirense, inaugurado há menos de uma semana.

Do Algarve, haverá certamente a destacar a muxama de atum, a incontornável flor de sal para tempero e beleza, a manteiga de alcagoita e, claro, as emergentes castas vinícolas regionais.

«Infelizmente, ainda não temos uma grande quantidade de produtos gourmet algarvios e, dos que há, muitos não apostaram no marketing», observa Paulo Silva, quando questionado sobre o porquê de não se dedicar única e exclusivamente à comercialização de produtos oriundos do Sul do país.

Perante esta limitação, a opção foi repartir a gama de artigos nacionais pelas secções de garrafeira, vinagres, presuntos, enchidos e queijos e, evidentemente, a doçaria.

E porque o que é nacional é bom, o roteiro gastronómico pode ser rematado com uma cerveja madeirense, um porto ou uma não menos genuína Água das Pedras.

«A laranjada da ilha da Madeira é algo que ainda não consegui encontrar, mas já estou a tratar disso», ironiza Paulo Silva.


Fonte: Barlavento On Line, 10 de Fevereiro de 2008 10:00

terça-feira, 1 de Abril de 2008

Vinho e Turismo em debate no Porto

Uma conferência internacional sobre o marketing do vinho e do turismo está agendada para os dias 29 e 30 de Maio, no auditório Calém no Porto e na Quinta do Castro, respectivamente. A organização deste evento é da responsabilidade do Instituto de Investigação e Desenvolvimento da Universidade Lusófona do Porto, revelando que o objectivo é “divulgar e confrontar os participantes com experiências vitivinícolas já posicionadas no mercado mundial do Enoturismo (nacionais e de outros destinos), contribuindo para a compreensão e descrição dos traços dominantes dos perfis dos consumidores de produtos de turismo vitivinícola”.Esta conferência vai abordar temas como as fontes do Turismo sustentável, nomeadamente do sector Vitivinícola nacional e a relação entre o vinho e o turismo na capitalização de recursos. O painel de conferencistas será composto por académicos e empresários nacionais e internacionais, e o eixo deste encontro é “a análise das condições de sucesso e características da procura de destinos vinculados ao mundo do vinho”, esclarece a organização. Na sequência desta conferência internacional será criada a academia de investigação em Wine & Tourism Marketing.

Fonte: Publituris, 1 de Abril de 2008